Festas de São Pedro terminam em grande… para o ano há mais

Foram oito dias de grande festa na cidade do Montijo em honra do Santo Padroeiro [São Pedro] e que terminou em grande com o fogo de artifício e a queima do batel. Para o ano haverá mais.

A aposta deste ano foi elevada e a Comissão de Festas presidida por Amável Pires não baixou os braços e foi à luta depois de dois anos atípicos de festas, a aposta teria que ser alta este ano de 2023.

As Festas de São Pedro do Montijo por sua vez já prometiam ser um grande êxito, foi na apresentação das festas [jardim da Casa Mora] que o presidente da Câmara Municipal, Nuno Canta, dizia que as Festas de São Pedro do Montijo iriam prometer e que seriam uma grande surpresa para todos os montijenses e até forasteiros.

A abertura que foi no passado dia 27 de junho, o largo dos Paços do Concelho, enchiam-se de gente para dar as boas vindas à edição deste ano, o edil montijense, no seu habitual discurso, dizia em voz alta que estas seriam umas festas para ficar na recordação de todos que escolhessem visitar o Montijo por esses dias.

A animação de abertura prometia ser uma grande festa, feita por mãos de homens e mulheres montijenses e que não deixaram nada em aberto, uma abertura com muita animação por parte de elementos das tertúlias que também eles prometiam que a animação no recinto das largadas iria ser um êxito, como foi.

Neste primeiro dia, no palco ribeirinho, a noite prometia, com uma enchente de visitantes que não quiseram perder os Calema, um recinto completamente cheio de público, mas as ruas da cidade, todas elas, se encheram nesta primeira noite, caso para dizer-se que “há público para todos os gostos”.

A estimativa de uma fonte ligada à Comissão das Festas de São Pedro, aponta para essa primeira noite mais de 200 mil pessoas que passaram pelas festas da cidade.

Mas os dias a seguir também prometiam muitas enchentes de público, os concertos, esses, foram todos estudados ao pormenor, com artistas em todos os palcos e para todos os gostos, não deixando de lado os usos e costumes de um povo ribeirinho e ligado ao rio Tejo.

Um dos pontos altos foi a procissão Mar e Terra em honra de São Pedro, no dia 29 de junho, que saiu do cais da Base Aérea do Montijo em direção à zona ribeirinha da cidade, depois da chegada das embarcações engalanadas a rigor, a procissão em terra iniciou-se até à igreja matriz da cidade. Já pelas 21h00, foi a vez da procissão noturna sair e com as ruas cheias de fiéis que não quiseram perder este ponto alto das festividades.

Esta procissão contou com a presença da banda a cavalo da GNR e das bandas do concelho.

A festa continuava, e o almoço da classe piscatória também prometia êxitos, pois é neste almoço feito por mãos de pescadores apreciada a típica caldeirada. 

António Filipe, presidente da SCUPA, dava as boas vindas a todos que aceitaram o convite para degustar um dos melhores pratos da região: “É com orgulho que todos estamos aqui neste almoço da classe piscatória, um evento que todos nós temos a responsabilidade de preservar, pois as tradições são para ser preservadas pelas gerações atuais e futuras”, agradecendo também todo o esforço de todos que estiveram desde madrugada a preparar o tradicional almoço da classe piscatória: “A tradição não é nova, mas quero agradecer as pessoas que estão aqui a trabalhar para termos esta deliciosa caldeirada”.

Neste evento ainda houve tempo para a SCUPA homenagear dois sócios e dois parceiros que estão sempre ao lado da associação.

O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, também quis deixar o seu agradecimento em nome do Montijo aos homens e mulheres que todos os dias fazem do Tejo a sua segunda casa, mas também não esquecendo a comissão das festas pela grandeza das mesmas.

Este [Festas de São Pedro] é o maior evento cultural e religioso da cidade do Montijo, onde as tradições da borda de água estão patentes, vivemos agora a fraternidade e a nossa tradição com as Festas de São Pedro 2023”, lembrando que as festividades são em honra também dos homens e do rio Tejo, um rio que une as pessoas das duas margens e que também é o sustento de muita gente, “este rio é o sustento de muita gente e é o rio do futuro desta terra”, disse.

Os dias foram passando e a animação foi uma constante, as largadas de toiros com bastante público aficionado e uma corrida de toiros na Praça de Toiros Augusto Amadeu dos Santos, corrida essa à portuguesa com popa e circunstância. Uma praça cheia de aficion que brindou aos cavaleiros e grupo de forcados.

Pelo palco ribeirinho os concertos prometiam, com o Expensive Soul a atuarem no dia 30 de junho e no último dia com a presença de Tony Carreira, um artista já da casa.

Neste último dia, os olhos ‘pregados’ nos céus do Montijo para testemunhar um dos melhores fogos de artifício, com mais de 15 minutos de fogo e por fim a tradicional queima do batel. Isto simbolizou para todos um convite que para o ano que vem haverá mais e melhor ainda, não deixando mal a edição de 2023.

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