7 anos de Persona 77: Descubra o que a banda do Montijo promete para 2024

Passaram sete anos desde a sua formação oficial, um período curto para as experiências que puderam acumular. Nesta viragem do ano, Daniel Vitorino, Henrique Vitorino e Filipe Peuch, três dos elementos, fazem o balanço do passado com os olhos nas principais metas para 2024.

Há sete anos que os quatro atuais membros da banda Persona 77, originários do Montijo, compartilham os momentos que moldaram a sua trajetória musical. Na análise das maiores conquistas, Filipe Peuch, o baixista, destaca o Festival da Liberdade, em 2018, e o concerto épico no Tokyo em 2023. Cada evento representa um marco na história da banda, mas também notabiliza a diversidade e a amplitude da influência musical dos quatro rapazes.

 Os momentos de ensaio, revela Peuch, surpreendentemente, carregam-se de adrenalina: “Quando alguém começa a jammar e surge uma ideia”. Esses instantes espontâneos são cruciais para a evolução da banda, uma vez que resultam em composições que ultrapassam as expectativas.

Outro ponto alto, segundo Henrique Vitorino, o baterista, foi a vitória, num concurso, na Festa do Avante. “Lembro-me do momento em que disseram o nosso nome, não tínhamos tocado em lado nenhum até então. Foi uma primeira demonstração de reconhecimento”. Este episódio, em 2014, não apenas evidenciou o talento da banda como também reforçou a importância de se persistir na busca de objetivos. Esse foi apenas o começo. Seguiram-se “Monomania”, em 2016, e “Primitivo”, em 2020 – este último EP gravado e produzido de forma absolutamente autónoma, no período do confinamento decorrente da pandemia de covid-19.

Os três elementos, entrevistados na sala onde costumam ensaiar, lançaram um olhar, em perspetiva, sobre a atividade cultural na Margem Sul do Tejo: os Persona 77 expressam uma visão crítica, mas esperançosa. “Muita da oferta cultural é através de associações, parte da vontade das pessoas em si”, afirma Peuch. O conceito “do it yourself” é enfatizado como ilustração da realidade dos músicos locais, na importância da autogestão e da colaboração com a comunidade.

Henrique Vitorino sublinha a necessidade de se “apostar mais na música feita pelos músicos da terra”. Este apelo vai além do suporte financeiro, sendo também uma chamada de atenção para o reconhecimento e valorização da música local. Ainda assim, o vocalista, Daniel Vitorino, nota uma “melhoria” em relação ao cenário que encontrou há cerca de sete anos atrás, e reforça a ideia de resiliência e contínuo esforço para contribuir para a vitalidade cultural da região.

Ao celebrarem sete anos de existência, já com a inclusão de Filipe Peuch e investidos em desbravar novos horizontes, os Persona 77 garantem novas conquistas em 2024. A busca pela inovação musical, o compromisso em dar mais concertos fora do distrito de Setúbal e a construção de pontes entre os artistas locais e a comunidade prometem tornar este próximo capítulo tão ou mais notável quanto os anteriores. 

O Montijo e a Margem Sul aguardam ansiosamente pelo prometido álbum em 2024, que deixa a ideia de consagração regional e início da afirmação nacional de uma das bandas de indie rock mais promissoras da atualidade.

Pedro Maceira (guitarrista), Henrique Vitorino (baterista), Filipe Peuch (baixista) e Daniel Vitorino (vocalista) compõem a banda de indie rock Persona 77.

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