A “Banda d’Além” e a Cidade de Lisboa durante o Antigo Regime: lançamento no Dia Mundial do Livro

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O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, dia 23 de Abril, será assinalado com a apresentação do livro de António Gonçalves Ventura no edifício da Galeria Municipal na sala da Assembleia às 18 horas. Este livro está inserido no I volume da 2ª Série da Coleção Estudos Locais.

Uma obra fundamental para o estudo e compreensão da relação dos concelhos ribeirinhos da margem esquerda do Tejo com a cidade de Lisboa durante o Antigo Regime.

Dadas as suas características geomorfológicas, climáticas e pela cobertura arbórea e arbustiva, a margem esquerda do estuário do Tejo criou desde cedo as condições ideais para a exploração de um conjunto de atividades económicas, conferindo-lhe um certo sentido de unidade, funcionando durante séculos como uma espécie de extensão do termo da cidade de Lisboa, com a qual partilhou a produção e consumo. Contudo, a sua relação com a cidade de Lisboa não pode ser vista de forma linear ao longo dos tempos. Os efeitos da ação humana e a natureza do mercado, aliados a fatores de ordem diversa, criaram novas linhas de força a partir de novos eixos de circulação e distribuição, em muito influenciando a estrutura tradicional do espaço em questão, gerando sérias dificuldades nas relações comerciais mais ou menos pacíficas que durante séculos existiram entre a margem esquerda estuarina e a cidade de Lisboa.
Este espaço, que até ao século XVI funcionou como mercado abastecedor de uma série de produtos de primeira necessidade à capital do reino a partir da exploração do sal, vinha, peixe, moagem e panificação, lenha, carvão e madeira, graças à sua posição estratégica e às dificuldades no seu controlo pelos representantes do poder central, muitas vezes com a conivência dos órgãos do poder local, reclamava agora o seu quinhão, interferindo das mais diversas formas na circulação dos produtos destinados a Lisboa, constituindo um sério obstáculo às travessias de pessoas e bens, num claro desrespeito pelos normativos estabelecidos.

O Doutor António Gonçalves Ventura (n. 1949), reflete sobre os efeitos da ação humana e a natureza do mercado, aliados a fatores de ordem diversa, que criaram novas linhas de força a partir de novos eixos de circulação e distribuição.
O principal pólo de desenvolvimento económico que se situou até ao século XVI junto do rio Coina e do porto desta vila assistiu, a partir de então, à deslocação desse protagonismo para Aldeia Galega, o principal porto de ligação entre a capital do reino, o Sul do país e da Espanha.

Fonte: Câmara Municipal do Montijo

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