Avenida Infante Dom Henrique: as descobertas de um importante navegador

A Avenida que relembra o legado deixado por tão grande navegador. Infante D. Henrique foi um dos principais impulsionadores dos descobrimentos marítimos.

Talvez conheça esta avenida que figura na cidade do Montijo e traz história ao seu município. A Avenida Infante Dom Henrique relembra uma figura importante da época dos Descobrimentos portugueses. Sabe ao certo quem é esta personalidade que apelidou a avenida pela qual circula tantas vezes?

Infante Dom Henrique, filho de D.João I e de dona Filipa de Lencastre, nasceu a 4 de março de 1394, na cidade do Porto. Era o quinto filho de João I de Portugal, fundador da Dinastia de Avis. O seu nome foi dado em honra do tio materno, o duque Henrique de Lencastre (que viria a ser Henrique IV de Inglaterra). Pouco se sabe da sua vivência até aos 14 anos, apenas que tiveram como aio um cavaleiro da Ordem de Avis.

O seu legado ficou marcado pela forma como impulsionara a expansão portuguesa, naquela que viria a ser a época dos descobrimentos portugueses. Montou a campanha para a conquista de Ceuta em 1414, conquistando a cidade na costa norte-africana em agosto de 1415. Esta conquista permitiu ao reino de Portugal ver assegurado o controle das rotas marítimas do comércio.

Foi condecorado com os títulos de Senhor da Covilhã e duque de Viseu e foi também colocado como administrador da Ordem de Cristo. Ficou ao encargo do povoamento e da exploração do arquipélago dos Açores e da Madeira, bem como foi responsável por dirigir inúmeras expedições ao Atlântico e participar na conquista de África.

Fixou a sua residência em Lagos, no Algarve e de lá trabalhava, em conjunto com os seus escudeiros, através de diversas expedições. Em 1440, adotou o uso da cruz de Cristo em todas as velas usadas para viagens de exploração. No reinado de seu irmão, D. Duarte, foi-lhe dado um quinto de todos os proveitos comerciais, bem como o direito de explorar além do cabo Bojador.

Infante D. Henrique com o seu desejo impulsionador dos descobrimentos portugueses

Os seus conhecimentos foram apreendidos na conquista de territórios, sendo também durante a sua direção que se trouxeram os primeiros escravos e se criou um posto para troca de riquezas em cabo Branco. D. Henrique foi também responsável por desviar as rotas comerciais do Saara e conseguir aceder às riquezas na África Meridional.

No entanto, o reinado de seu irmão viria a durar apenas 5 anos e a sucessão da regência deu lugar a uma batalha travada entre Afonso V – ao qual lhe competia o papel enquanto lugar-tenente- e D. Pedro. Na Batalha de Alfarrobeira que culminou com a morte do infante D. Pedro, permaneceu do lado do seu sobrinho, o jovem Afonso V, que viria a ser o décimo segundo rei de Portugal.

Um dos momentos de maior fracasso no legado de D. Henrique ficou conhecido como O desastre de Tânger (1437), no qual participou como um dos principais organizadores desta conquista. A batalha terminou com a captura do seu irmão mais novo, D. Fernando, que ficou feito refém em Marrocos. Em 1443, D. Fernando foi morto porque o Infante D. Henrique não devolver a cidade de Ceuta.

Veio a morrer a 13 de novembro de 1460, em Vila do Bispo, Sagres, sem filhos ou mulher conhecido. Deixou os seus bens ao seu único herdeiro e “filho adotivo”, o sobrinho D. Afonso V, que procurou dar continuidade aos descobrimentos portugueses, tal como seu tio, enquanto reinava em Portugal.

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