Dia Mundial da Poesia: Recorde o Poeta Joaquim Xavier Serra

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Hoje, dia 21 de Março, comemora-se o dia Mundial da Poesia por todo o lado. A poesia ou texto lírico é uma das sete artes tradicionais tendo sido analisada por Aristóteles na “Arte Poética”. Contudo, a poesia parece ter sido anterior à escrita sendo um meio de memorização e transmissão oral nas sociedades pré-históricas e antigas.

Este ano a Câmara Municipal do Montijo assinalou a efeméride com a edição de mais um livro da Coleção Poesia intitulado “7 Professores, 7 Poetas”. Pode assistir à apresentação simbólica desta obra através do Facebook da Câmara onde encontrará um vídeo para escutar as declamações dos poemas.

Ocasião perfeita para relembrar o poeta montijense Joaquim Serra (1907-1933) que também era jornalista, ensaísta e livre pensador. Aos 15 anos era já uma figura defensora da liberdade e do anticlericalismo, princípios muito presentes ao longo da sua vida.
O seu primeiro livro de poesia intitula-se “Musas da Minha Terra”. Deixou-nos, ainda “Flores e Beijos” e “Marias de Portugal”. Em prosa, escreveu as “Ruínas” e iniciou uma monografia sobre o Montijo, a “Aldegalega do Ribatejo”. Como escritor teatral, Joaquim Serra deixou-nos a revista “Coisas da Nossa Terra”, representada no Teatro do Montijo, em 1927, e uma nova versão, acrescentada e alterada, em 1928, denominada “Coisas e Loisas da Nossa Terra” e que foi um enorme sucesso.
Em 1968, em reconhecimento da sua obra, a Câmara do Montijo atribuiu o seu nome a uma rua e praceta da cidade. O seu nome foi, igualmente, dado à Escola Secundária, situada na Freguesia do Afonsoeiro.

Tornou-se belo pela causa da Justiça, da Liberdade e da Fraternidade.
Partiu em Abril, depois das flores já terem brotado, com somente 25 anos.

«Junto à campa dum poeta
Uma roseira resume
Seu peito desfeito em rosas,
Sua alma feita perfume.»


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