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Rua Ferreira de Castro: uma figura exímia da literatura portuguesa

Emigrante, jornalista e escritor exímio português. Ferreira de Castro ficou conhecido como um dos mais influentes da literatura universal moderna, destacado pela sua obra A Selva (1930).

José Maria Ferreira de Castro nasceu a 24 de maio de 1898, em Oliveira de Azeméis. Foi o filho primogénito de José Eustáquio Ferreira de Castro e de Maria Rosa Soares de Castro. Por infortúnios da vida, o seu pai faleceu quando Ferreira de Castro tinha apenas 8 anos de idade e a condição empobrecida em que viviam em família levou o jovem escritor a emigrar, com a intenção de encontrar sustento para a família.

A 7 de janeiro de 1911, embarcou com destino a Belém do Pará, no Brasil. Ali, fixou-se durante uns anos, vindo a lançar o seu primeiro romance Criminoso por ambição em 1916. Nos primeiros anos em terras brasileiras, Ferreira de Castro viveu no Seringal Paraíso. No entanto, após abandonar a floresta amazónica, viveu em condições precárias, recorrendo a trabalhos de grande exploração para sobreviver.

Foi perto dessa altura que decide embarcar novamente para Portugal e aqui, na sua terra natal, formar raízes nos jornais mais influentes à data. Foi redator do jornal O Século, do jornal A Batalha, diretor do jornal O Diabo e colaborador das revistas O domingo Ilustrado, Renovação e Ilustração. Ficou conhecido por inúmeras crónicas e reportagens desenvolvidas para os jornais nos quais trabalhava.

Em 1930 publica a sua obra mais aclamada pelos leitores: A Selva. É a obra que lhe coloca numa dimensão internacional, tendo sido inclusive candidato a Prémio Nobel. O livro recebe críticas positivas no The New York Times e abre-lhe caminho para Hollywood. No entanto, é também um ano em que perde tragicamente a sua esposa, Diana de Liz, uma escritora e defensora da emancipação feminina a quem dedicou a obra.

Após o falecimento da esposa, embarca para Inglaterra na companhia do escritor Assis de Esperança. Os tempos seguintes foram conturbados pela dor e pela enfermidade que sentiu. Superado um episódio de septicemia e uma tentativa de suicídio, o escritor português parte para a Madeira, onde escreve a sua obra Eternidade (1933) no qual reflete profundamente sobre a morte, como tema principal.

Ferreira de Castro ordenou ainda a transladação dos ossos da esposa Diana e erigiu-lhe um mausoléu. Voltou ainda a casar-se com uma pintora espanhola refugiada no Estoril, Elena Muriel, com quem viveu 40 anos e teve uma filha, Elsa Beatriz.

Veio a falecer em 1974, pouco tempo depois do 25 de abril, no Porto. Encontra-se sepultado em Sintra, por desejo seu.

Como homenagem ao seu grande talento para escrita ficcional, Ossela recolheu a sua propriedade escrita e apresenta-a na Casa-Museu Ferreira de Castro, situada na Rua Escritor Ferreira de Castro. Comprometendo-se a guardar e preservar o talento do escritor português, a autarquia tem organizado visitas guiadas que relembrem esta figura emblemática na literatura nacional.

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