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Rua Luísa Todi: levando o canto lírico de palco em palco

Com amor sempre a rodear a sua vida, Luísa Todi foi considerada uma das maiores cantoras líricas de sempre. Hoje, permanece homenageada por muitos locais por onde passou.

Com amor sempre a rodear a sua vida, Luísa Todi foi considerada uma das maiores cantoras líricas de sempre. Hoje, permanece homenageada por muitos locais por onde passou.

Luísa Rosa de Aguiar, mais conhecida por Luísa Todi, nasceu a 9 de janeiro de 1753, em Nossa Senhora da Anunciada, Setúbal. Era filha de Manuel José de Aguiar, professor de música e instrumentista, e de Ana Joaquina de Almeida. Era irmã mais nova de Cecília Rosa de Aguiar e Isabel Efigénia de Aguiar. Privou, desde cedo, com o gosto musical, que vinha de forma hereditária pela sua família.

Começou a sua carreira pelo teatro musical, com apenas 14 anos. A sua primeira atuação foi no palco do Teatro do Conde de Soure. Com a sua irmã mais velha, atuava em óperas cómicas. Em 1765, estabeleceu a sua casa em Lisboa, local do qual fez sua casa.

Casou-se, em 1769, com o compositor e violonista napolitano que nutria grande admiração por si, Francesco Saverio Todi. Foi do seu casamento que adquiriu o apelido, passando a ser conhecida enquanto Luísa Todi. Com o apoio incondicional do compositor napolitano, aperfeiçoou as suas técnicas de canto lírico com David Perez, muito conceituado mestre de capela da corte portuguesa.

Foi essa dedicação e esforço profissional que levaram Luísa Todi a percorrer as várias cortes da Europa, enquanto cantora lírica de grande renome. Em 1771, estreou-se nas corte portuguesa e, durante os anos que se seguiram, fixou-se enquanto artista pelo Porto. Foram também tempos de extrema importância familiar para a artista, sendo que viu nascer os seus primeiros filhos.

Os anos que se seguiram foram marcados de grande carreira internacional. Espanha, Grã-Bretanha, França, foram alguns dos países onde a cantora atuou com entusiasmo. Em Turim, no ano de 1780, foi aclamada no Teatro Régio, tendo assinado um contrato de prima-dona, sendo considerada uma das melhores vozes de sempre.

Áustria, Alemanha, Rússia, foram também países pelos quais a cantora brilhou em palco. Voltou a Portugal para atuar na corte portuguesa, em 1783, mas rapidamente seguiu para Paris, onde desempenhou o famoso duelo com a cantora Gertrud Elisabeth Mara, dividindo as críticas entre todistas e maratistas.

A convite de Catarina II, em 1784, parte com o marido e família para São Petersburgo, a fim de atuar na corte. Foi lá que o casal Todi, em agradecimento, escreveu a ópera Pollinia. Permaneceu lá até aceitar o convite de Frederico Guilherme II da Prússia, onde permaneceu de 1787 a 1789. Permaneceu, após esse tempo, a viajar por diversos países, até ter terminado a sua carreira internacional em Nápoles.

Retornou em Portugal, permanecendo por mais uns tempos a cantar ainda no Porto. A família de Todi foi no entanto presa, mas com a ajuda do General Soult, que a reconheceu como “a cantora da nação”, obtiveram proteção durante a fuga das invasões francesas. Viveu em Lisboa, de 1811 até ao final da sua vida, consta que, com dificuldades económicas e, a partir de 1823, completamente cega.

Veio a falecer em Lisboa, a 1 de outubro de 1833. Faleceu aos 80 anos, após ser vítima de um acidente vascular cerebral em julho. Várias foram as homenagens levantadas à célebre cantora lírica.

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