A Casa da Música Jorge Peixinho terá Museu, espaço dedicado a Paulo Branco e grande Auditório “Blackbox

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O primeiro passo foi dado em Novembro de 2020 com a aprovação, por unanimidade, da abertura do procedimento por concurso público, agora adjudicado por 980 mil euros. Lembramos que no mesmo local está já em construção o Jardim das Nascentes.

O edifício existente é representativo da arquitetura residencial das Quintas que estruturavam a propriedade agrícola e ribeirinha das margens da península de Aldeia Galega. Esta antiga residência rural burguesa conserva pormenores de desenho erudito e de ornamentação de fachadas, incorporando elementos de suave pendor romântico, sob influência das discussões estilísticas da arquitetura e da “casa portuguesa” que marcaram o despontar do séc. XX.

Quinta das Nascentes

O edifício da Casa da Música vai albergar no primeiro andar o Museu Jorge Peixinho sendo que o rés-do-chão também vai servir de espaço para exposições. O piso inferior vai ter um espaço dedicado ao produtor de cinema, Paulo Branco (Leopardo Filmes), uma personalidade do mundo da sétima arte cuja infância foi grande parte passada naquela casa com os pais. Contudo, a imagem de marca do equipamento será “o grande auditório (‘black box’) com um palco hidráulico com abertura para o exterior”, ressaltou Nuno Canta.

A reabilitação da Casa da Quinta das Nascentes criará condições para o acondicionamento do espólio legado pelo maestro montijense, figura de primeira linha no panorama musical do séc. XX, viabilizando a exposição e a disponibilização do acervo ao público e investigadores.

Jorge Peixinho

Jorge Peixinho iniciou a formação em composição musical quando tinha apenas oito anos de idade. O seu génio floresceu sendo reconhecido logo em 1958. Após completar o Curso Superior de Piano e receber o Prémio de Composição do Conservatório Nacional,  Jorge Peixinho segue para Roma como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian a fim de se aperfeiçoar em composição musical, como aluno de Boris Porena e Goffredo Petrassi na Accademia de Santa Cecilia. No ano seguinte, 1959, recebe o prestigiado Prémio Sasseti de Composição. O maestro montijense era um verdadeiro entusiasta da vanguarda musical europeia! Em 1965 participa no primeiro happening português na Galeria Divulgação em Lisboa. Em Abril de 1967 participa noutro happening na Galeria Quadrante, com Ana Hatherly, E.M. de Melo e Castro e José Alberto Marques.  A participação nesta forma de expressão artística e a associação à obra de John Cage deu-lhe certa fama de “destruidor de pianos”.

Fonte: Câmara Municipal do Montijo

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