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Florisul, uma paixão hereditária

Uma empresa, uma paixão, uma família e várias gerações. É este o papel que a Florisul, uma das grossistas mais influentes a nível nacional, representa para os seus.

Com 52 anos de existência, a Florisul ensina muito sobre produção com qualidade e detalhe. Quem nos garante é Sofia Gonçalves, neta do fundador e que vê na floricultura “um gosto hereditário”. Implícito de nascença ou não, a Florisul é a sua casa e não há “trabalho ou stresse” que lhe roubem a alegria que trabalhar na empresa da sua família lhe tem proporcionado nos últimos 10 anos.

A azáfama constante faz parte do processo de alguém que trabalhe neste ramo e a jovem trabalhadora não esconde o desafio que é lidar com muitos clientes e com todas as tarefas inerentes a uma grossista de flores. “É um trabalho a tempo inteiro porque não podemos ter férias numa empresa que requer tanto de nós todos os dias”.

Este é um fator visível ao entrar pela estrada Penas, com todas as pessoas envolvidas na preparação e nas rotinas de uma empresa de floricultura. Aqui, todos são essenciais para manter a ordem e o trabalho, até porque “tudo exige muita mão-de-obra, muitas pessoas envolvidas. Basta que dois ou três faltem para ficar com a produção em atraso e dependente”, destaca Sofia.

É também fruto desta organização que são reconhecidos nacionalmente pela qualidade das suas flores. Com 100 colaboradores, a Florisul reforça o seu cuidado a nível de produção através de quatro quintas localizadas no Montijo, dividindo os seus colaboradores por grupos de 20.

A missão que os representa é só uma: “produzir com melhor qualidade e servir sempre bem o cliente”, algo que afirmam não ser difícil porque “o microclima e os terrenos planos do Montijo colaboram nesta missão.”. Foi também este o principal fator que fez a família Gonçalves se assentar e criar raízes nesta cidade. Até porque, não sendo montijenses, encontraram o seu lar nestas “terras melhores”.

O meu avô veio da Guarda para Lisboa, com mais ou menos 12/13 anos, para trabalhar numa pedreira. Foi para casa de um tio que apanhava verduras, nas serras de Sintra, para vender na ribeira e passado pouco tempo começou também a ajudar o tio nesse trabalho. Depois pensou em abrir o seu próprio negócio de venda de flores e veio à procura de terras no Montijo, porque as de Sintra não eram propícias para esta produção”, assegura Sofia.

Do trabalho árduo fizeram a Florisul, uma empresa que se tornou pioneira em muitos patamares da floricultura nacional e que procura, todos os dias, trazer o melhor para os seus clientes.

Com um sorriso visível no rosto, Sofia reforça: “Há 50 anos não existia uma cultura de produção e comercialização de flores. Em áreas específicas, fomos pioneiros. Exemplo disso foi o cravo, as margaridas e as gerberas. O meu avô foi dos primeiros a trazer estas flores para Portugal.”

Trabalham principalmente com floristas, mas também com quintas de eventos e casamentos. É nos eventos de grande dimensão e nos casamentos que Sofia encontra a sua maior alegria. Não esconde o orgulho, a nível pessoal, que sente quando vê a “repercussão desse trabalho nas revistas, nas televisões, nas redes sociais”.

Mas relembra também que não é tudo um “mar de rosas”. É que, embora trabalhem com afinco para assegurar que o Montijo mantém o seu estatuto de Capital da Flor, nem sempre conseguem assegurar uma produção igual todos os dias. Aliada à temperatura, um dos principais influenciadores na floricultura, somos relembrados de que “as flores são seres-vivos também e, como nós, estão sempre suscetíveis a adoecer”.

No entanto, continuam a dedicar-se, dia após dia, àquele que é mais do que um negócio deixado pelos seus familiares. A Florisul é a paixão das suas gentes e lutam por assegurar sempre a confiança nas suas flores.

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