Lady Malagueta: Helena Ramos veste as mulheres do Montijo há três gerações

Quando se trata de estar moda e ter estilo há uma pessoa no Montijo com quem se deve falar: Helena Ramos, a proprietária da loja “Lady Malagueta”.
Com mais de cinquenta anos de experiência no comércio têxtil, começou como empregada da loja de criança que existia na mesma localização. Helena Ramos tornou-se sócia-gerente da “Casa Bebé” em 1980.

Desde que criou o conceito “Lady Malagueta”, em 2012, que está na vanguarda da moda no Montijo, não só pela escolha das marcas e modelos mais ousados e coloridos mas também por iniciativas como inserir o pagamento por multibanco, assim que surgiu.

Em 2019 o negócio passou a ser gerido com a sua nora, Andreia Porfírio, com quem conversámos ontem:

Qual é a sua relação com o Montijo?

Eu nasci no Montijo em 1985, ainda na antiga maternidade. Sempre vivi no Montijo. Acabei por acompanhar a minha sogra na loja. Ela é do ramo há muitos anos, é muito conhecida. Eu deixei a minha profissão em 2019 para me juntar à empresa.

Porque é que a Helena Ramos decidiu abrir uma loja de roupa? A sua paixão pela moda foi, de certo modo, incutida pela Helena?

Sim, foi uma oportunidade que surgiu. Eu era de uma área muito distinta e decidi acompanhá-la nesta paixão que é dela e que se está a tornar minha também desde então. A minha sogra abriu a primeira loja em 1980. Ela tem 51 anos de pronto-a-vestir. É uma paixão que vem desde a adolescência. Ela começou por trabalhar na loja, exatamente, onde estamos agora e depois acabou por ficar com o negócio. Você nem imagina, ela não vive sem isto! Com o confinamento ela sentiu mesmo falta de andar de volta dos trapos, como ela diz.

Acha que a mulher portuguesa é cada vez mais atrevida e moderna a vestir-se?

É uma pergunta um pouco difícil. Se me falar da mulher espanhola e italiana são bem mais vaidosas que nós. No caso da mulher portuguesa, há um pouco de tudo. No entanto, pelo o que me parece, tendo em conta que não tenho muita experiência, as senhoras cada vez se cuidam mais e acabam por estar mais atentas à moda devido também às redes sociais.

Até que ponto é que saber vestir bem é importante para a auto-estima?

Eu acho saber vestir bem, o bom gosto é algo um bocadinho inato mas sim acho que é importante para a auto-estima. Coisas tão simples como arranjar as unhas e pentear o cabelo já são praticamente suficientes para uma pessoa se sentir muito melhor, se puder estar bem vestida é essencial.

Apostam em marcas portuguesas?

Sempre que possível! Acima de tudo temos que nos ajudar. O nosso País tem que andar para a frente. Eu acho que isto deveria ser um objetivo em todas as áreas. Mas a culpa também é nossa porque temos sempre tendência a achar que lá fora é que está o que tem qualidade, é bom e bonito mas não é bem assim. Na moda, eu pessoalmente tenho fascínio pelo design italiano acho que eles têm muito bom gosto. É importante dar oportunidade aos portugueses e comprar o que é nosso.

Sentem-se apreensivas em relação às lojas online e às grandes superfícies?

Essa é a parte que me dá mais gozo na loja. É vender para além fronteiras. Temos tentado trabalhar nessa área. Ainda não estávamos muito preparadas quando a pandemia apareceu. A Helena gosta muito do contacto com o cliente. Nós temos que nos adaptar e adaptarmo-nos é isso mesmo, começarmos a fazer coisas diferentes, é começarmos a ter clientes noutras zonas do País, noutras zonas do mundo.

Qual é o seu local favorito no Montijo?

Eu gosto muito de ir ao pé do rio, ao Cais, que pela proximidade da água dá-me alguma tranquilidade embora gostasse de ver aquilo aproveitado de outra forma.

Porquê o nome “Lady Malagueta”?

O nome surgiu antes de entrar na empresa. Elas abriram a loja em 2012. Malagueta vem de malandreca, atrevida. Foi inspirado na minha sogra que é uma senhora muito moderna, baixinha e de cabelo cor de laranja e assim um bocadinho atrevidota.

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