Sushi Box: Uma aventura de três amigos montijenses

Conheça o Sushi Box, o restaurante que entrega sushi de qualidade na sua casa. Kevin Soares, Gonçalo Silva e Miguel Caetano são os três montijenses proprietários do Sushi Box. Em entrevista, Kevin conta-nos como surgiu a ideia de abrir um restaurante de cozinha japonês.

Kevin acaba a entrevista por onde vamos começar. Sabia que o sushi nasceu como forma de conservação do peixe? O arroz é muito bom para conservar o peixe. Um dia, alguém resolvei enrolar o peixe no arroz e, foi assim que nasceu o sushi. Miguel é o sushiman, Gonçalo, além de gestor do restaurante também tem outro estabelecimento na Gare do Oriente, em Lisboa. Kevin também é um dos gestores e trabalha com a comunicação do Sushi Box, além de ser Senior Business Partner do Lidl. 

Como é que surgiu o Sushi Box?

 A Sushi Box foi uma aventura entre amigos. Somos três melhores amigos e associámo-nos para criar a Sushi Box. Um dos melhores amigos é o nosso sushiman, que é o Miguel,  fez formação com o Paulo Morais, que é um dos melhores sushiman portugueses, teve cerca de 15 ou 20 anos no Japão e é o chef do Kanazawa, que é um dos melhores restaurantes de sushi em Portugal.

Qual foi o seu percurso antes de se associar ao projeto?

Estudei num colégio alemão, depois tirei Gestão, fiz o mestrado em Estratégia e Tendências, e fui controller financeiro da Siemens durante 7 anos. Atualmente sou senior business partner do Lidl, ou seja, trabalho para o Lidl. O outro sócio, Gonçalo tem outro restaurante na Gare do Oriente, é um restaurante típico português, já tem essa experiência. Não nos metemos num negócio sem pés nem cabeça: um já é gestor de restaurantes, outro é sushiman e eu sou controller financeiro já com alguma experiência também e fiz o mestrado em Tendências, o que me dá capacidade de fazer a imagem e tudo mais.

Sushi Box

Então mantém os dois trabalhos?

Sim, a Sushi Box é uma aventura. Vamos ver como corre. Mas é importante referir que somos três sócios: eu, o Gonçalo Silva e o Miguel Caetano, que é o Chef, sem ele nada era possível porque ele faz sushi de uma forma distintiva.

Porquê um restaurante de sushi? O que os levou a seguirem a comida japonesa?

Porque é no que o nosso melhor amigo era bom, no sushi…

Já fazia em casa então?

A sushi box já estava aberta há dois anos, só que a partir de outubro iniciámos um novo ciclo que a levou a ser mais conhecida. Na altura ele(Miguel) era one man show, era apenas dele. Agora temos uma estrutura maior. Com o covid-19 o restaurante fechou e infelizmente não ia voltar a abrir, daí nós termos criado a sociedade, uma nova empresa. Eu sou responsável por toda parte de comunicação e divulgação, que é o que tenho feito fundamentalmente. Agora há todo um trabalho de casa feito: design, caixas, sacos, toldo, tem vindo a mudar imenso. 

Qual é o segredo do sucesso que o Sushi Box tem tido?

Acho que é a qualidade. A cima de tudo, a qualidade e não fugirmos aos princípios do sushi, porque uma das coisas principais que ensinam no sushi é, por exemplo, o maracujá e o morango não fazem parte do sushi. De certeza que já foi a muitos restaurantes em que serviram morangos e maracujá no sushi. Nós não o fazemos. Já tivemos clientes a pedir, no entanto nós não fazemos porque mantemo-nos fieis aos princípios do sushi. Eu sou um grande apreciador de sushi, e felizmente, através do meu irmão(Cédric Soares) tive a oportunidade de ir aos melhores restaurantes de sushi no mundo inteiro e eu não vou servir na Sushi Box o que eu não iria comer, essa é a base de tudo. É política comum os restaurantes aproveitarem o arroz que sobra de um dia para o outro, mas nós não o fazemos porque o arroz fica encruado e isso depois nota-se. Outra coisa é, a concorrência quando lá vai buscar já tem o seu saco pronto. Nós só começamos a finalizar o saco quando chega lá, sendo que tem que esperar 5-10 minutos, porque o take away perde sempre qualidade até chegar a casa e no sushi acontece o mesmo, daí tentarmos ao máximo reduzir o tempo de espera, isto é o desafio do nosso negócio. O feedback que tenho recebido de pessoas de Lisboa que vêm viver para o Montijo é que fazia falta um sushi de qualidade.

Montijo porque é a nossa terra, faz todo o sentido. Nós somos todos montijenses

E o que é geralmente mais pedido?

O mais pedido são as box de 40 peças e os tacos. Estão a adorar os tacos, estão a ser um sucesso. Temos os tacos de salmão, atum e camarão panado, para irmos ao encontro do cliente que não gosta tanto de sushi, mas que depois até experimenta e acaba por gostar. É curioso, já apareceram se calhar cerca de 20 pessoas que foram à nossa loja e diziam que não gostavam de sushi e hoje em dia são nossos clientes. Há pessoas que tiveram más experiências, até traumatizantes com o sushi e metem uma cruz e já nem sequer ouvem, depois há outras que dão uma abertura e voltam a experimentar. Para uma pessoa, se comer um temaki e vinte peças, eu fico saciado.

Quais são as peças que recomenda mesmo que provem?

Eu recomendo os temakis, os tacos, o Trio de Gunkans… Mas eu acho que é tudo bom. Vou dar um exemplo, quando a Sushi Box ainda não era minha e o Miguel estava fechado por algum motivo, eu não ia a lado nenhum a não ser Lisboa. Nesta zona só como sushi dali, sou bastante exigente com o sushi e temos clientes que vêm das Ermidas-Sado para nos virem buscar sushi e, inclusive, levam para pessoas de lá. Não só levam para eles como para outras pessoas.

Estou sempre a puxar pelo Montijo, faz parte da nossa estratégia, crescer com parcerias na zona

E porquê eleger o Montijo?

Montijo porque é a nossa terra, faz todo o sentido. Nós somos todos montijenses. O peixe compramos na praça a dois peixeiros do Montijo. Por exemplo, o nosso vinho é de Pegões, o espumante meio seco. Estou sempre a puxar pelo Montijo, faz parte da nossa estratégia, crescer com parcerias na zona, que também é muito importante.

E como se prepararam para abrir o restaurante com comida japonesa, foi com o curso que o Miguel fez?

Sim. O Paulo Morais, para mim, é o melhor sushiman português e o Miguel fez um curso intensivo com ele, tendo tido uma parte prática agregada também aos restaurantes do Paulo Morais, mas eles levam uma grande lavagem e os sushiman saem de lá com uma grande qualidade.  O feedback que tenho recebido dos melhores sushiman é que o que gostam em nós é que queremos sempre qualidade, qualidade, qualidade. O que não está bom para nos comermos não vai para o cliente. E estamos dispostos, neste momento, a ter prejuízos e acreditamos que vamos ter o retorno mais tarde. Este negócio é super desafiante porque não estamos a trabalhar com frango, mas sim com peixe. O peixe no máximo guarda-se um dia, esse é o grande desafio do sushi. O desperdício sai muito caro e o desafio é otimizar. 

Não o fiz à espera de uma exposição mediática na loja, mas sim para criar uma onda que não consegui criar

Porque é que todos devíamos encomendar da Sushi Box?

Porque é uma experiência, muito agradável e que vai de certeza animar a casa das pessoas nestes momentos de confinamento, porque de certeza que há muita gente que gosta de sushi mas não consegue comer sushi de qualidade e podem confiar na Sushi Box para comer sushi de qualidade, daí ter também feito tanta força para isto crescer.

Recentemente, fizeram uma doação de sushi aos profissionais de saúde do Hospital do Montijo. Como surgiu a ideia?

A ideia surgiu porque conheço lá uma enfermeira. O meu irmão já tinha doado 10.000€ em equipamento hospitalar. Ofereceu marquesas, equipamento de proteção individual, imensas coisas. Então agora, eu pensei, não vão ter um jantar de natal mas eu posso oferecer um momento descontraído, uma experiência diferente para que, durante uma ou duas horas, pudessem esquecer que estão num hospital e fazer de conta que estão no jantar de natal e, por outro lado mostrar que nós cá fora estamos atentos ao trabalho que estão a fazer e que estamos a apoiá-los. Foi uma ideia gira que correu muito bem. Não o fiz à espera de uma exposição mediática na loja, mas sim para criar uma onda que não consegui criar. Houve pouca gente a pegar nisto. Mas o objetivo foi mesmo mostrar o agradecimento aos médicos e enfermeiros e mostrar a restauração está mal, mas nem toda a gente está mal. Há restaurantes que estão mal. É assim, nas crises existem sempre muitas oportunidades, houve outros que souberam alterar a forma de funcionamento para se adaptar à crise e acredito que hajam muitos restaurantes a crescer em vendas de take away. 

Nós em termos de família gostamos muito de ajudar. O meu irmão tem essa capacidade porque é jogador de futebol, mas eu também faço muita força para que ele ajude

Vão fazer outras iniciativas?

Vamos fazer outra iniciativa solidária no natal, com o meu irmão. Ele apadrinha uma casa de crianças no Montijo, meninas que foram retiradas aos pais e vamos servir lá o jantar delas de natal. O meu irmão vai pagar-nos, ou seja, é o meu irmão que vai oferecer o jantar e vouchers de lojas de roupa, porque é isso que elas precisam, de roupa. Já no ano passado foram jantar fora e ao cinema, com pipocas e tudo mais. Nós em termos de família gostamos muito de ajudar. O meu irmão tem essa capacidade porque é jogador de futebol, mas eu também faço muita força para que ele ajude e, agora que tenho a Sushi Box, sempre que puder, também vou fazendo algumas iniciativas solidárias. Quando fizemos a nossa primeira iniciativa estávamos apenas com um mês de vida, certamente que não o fizemos com os lucros, mas sim com dinheiro do nosso bolso. Portanto, se daqui a dois anos tiver lucros, ainda vou fazer mais.

As obras mesmo vão ser em dezembro, vamos fechar desde o dia 21 de dezembro até 1 de janeiro, inclusive, e voltamos a abrir no dia 2 de janeiro

E quais são os planos para o futuro?

Os nossos planos para o futuro é expandir, aumentar a qualidade, trabalhar para termos cada vez mais qualidade e expandir. Estivemos a olhar para outros setores e, o primeiro, em principio, vai ser o Algarve. Já estou a fazer obras aqui, para poder crescer a cozinha, aumentar as pessoas. As obras mesmo vão ser em dezembro, vamos fechar desde o dia 21 de dezembro até 1 de janeiro, inclusive, e voltamos a abrir no dia 2 de janeiro. Vamos fechar na época natalícia para aumentar a cozinha. A minha principal ambição é a qualidade. Sempre qualidade, estou sempre em cima deles com a qualidade, e respeitamos os princípios japoneses, embora façamos fusão tentamos sempre não fugir aos princípios do sushi. O nosso objetivo é sempre oferecer a máxima qualidade ao menor preço, mas  a qualidade tem um custo.

Coma no restaurante ou em casa, mas prove o sushi de qualidade da Sushi Box. O restaurante tem entregas ao domicílio por uma taxa fixa de 2€ ou pode também encomendar através da Uber Eats.

Contactos

Avenida D. Afonso V, 21 2870-065 Montijo


931 308 589

sushibox@outlook.pt

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