Ti Teresa: Um negócio de família onde os clientes se sentem em casa

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 Ao entrar no restaurante Ti Teresa, deparamo-nos com uma decoração que nos transmite calma, em tons de branco e azul. Este é um espaço novo, numa das mais conhecidas ruas do Montijo, a Rua Bulhão Pato. Foi pensado e decorado para melhor receber os seus clientes de sempre. O nome característico foi-lhe “dado” pelas pessoas que frequentavam o seu restaurante, como nos explicou, “já tinha muita gente conhecida que trouxe atrás de mim dos sítios onde trabalhei e depois tia, tia, tia e ficou tia, Ti Teresa”.

A ideia de criar o seu próprio espaço já era um sonho antigo, como nos contou, “durante 15/18 anos trabalhei por conta de outrem, tive patrões. Sempre foi o meu desejo ter uma coisa minha, criar uma coisa para mim, deixar de ser empregada e virar patroa entre aspas. Ao fim ao cabo, eu não sei ser patroa e foi uma coisa que sempre ambicionei. É o meu espaço”.

A Ti Teresa recebe-nos com muito afecto, sentimos que já nos conhece de há muito tempo. No decorrer da nossa conversa percebemos o amor que põe no seu trabalho, “gosto muito daquilo que faço, muito, muito, muito, muito e lancei-me seja o que deus quiser.”
Foi por amor ao seu trabalho e com a garra que caracteriza o povo montijense, que se lançou para um espaço maior onde pudesse servir mais e melhor os seus clientes, “tínhamos um espaçozinho ali em cima antes deste, estava tudo com medo, tudo em estado de sítio, mas eu digo assim “não, eu vou arriscar” e assim foi.” A mudança de espaço aumentou a capacidade de confecção e da Ti Teresa conseguir alimentar o seu sonho, “o antigo espaço não era muito vantajoso para aquilo que queria praticar e desenvolver. Era muito pequenino, tinha um fogão limitado e mesmo que quisesse fazer um cozido à portuguesa ou qualquer coisa do género não conseguia e agora já consigo. Tenho uma maneira diferente de trabalhar, já posso criar os pratos novos”.  A opinião dos seus clientes é muito importante, e estes “estão a adorar”. Comentam, “quer melhor publicidade que a boca do povo? Não há”, o espaço está mais amplo, mais clean.

Depois de nos contar os motivos pelos quais resolveu mudar, diz ter conseguido “uma pessoa espectacular para ao pé de mim que na altura também estava sozinha na cozinha, agora tenho o braço direito que é a dona Mónica – já tinham trabalhado juntas – não é da família mas é como se fosse. Uma pessoa espectacular, que conhece os segredos todos da cozinha e tem ajudado bastante. Uma pessoa sozinha bloqueia”.

O restaurante Ti Teresa é um negócio de família, e a sua comida faz lembrar as refeições feitas pela mão da nossa mãe. Entre os seus pratos de comida tradicional portuguesa a Ti Teresa destaca os mais fortes do menu, como, o coelho à caçador, o bacalhau à casa, as feijoadas, o arroz de polvo “dos que sai melhor”, a carne de porco à alentejana e o polvo à lagareiro.

Neste momento e de forma a aproveitar melhor o novo espaço, existe uma maior aposta na noite, “no outro lado não servia a não ser quando tinha grupos. Nós aqui à sexta e ao sábado é sempre a abrir”. E porque quem come também bebe, “ em sete anos não fiz uma sangria no outro lado; aqui tem sido sempre a andar”.

Quando questionada sobre os efeitos da pandemia no negócio, Ti Teresa responde que afectou na medida em que atrasou a abertura do espaço, mas que actualmente já não se sentem tanto os efeitos “ as pessoas não têm medo de estar aqui, porque têm espaço”. O serviço de Take-away tem uma maior expressão no negócio, devido à situação actual, mas o serviço de sala não se fica atrás, com uma boa percentagem do negócio.

Convidada a dizer o que distingue o Ti Teresa dos demais, não hesita antes de responder “sentir-se em casa. Ponto.” Vais a outro lado e sentes que estás só a ser servido. Só falta dormirem aí. Às vezes perguntam se podem ficar para o jantar.” Mas avisa “à vontade não é à vontadinha”, ainda que desde que trabalha por conta própria nunca tenha tido um dissabor com um cliente. “O livro de reclamações não tem um risco. Está novo. Já me pediram, foi o livro de elogios”, refere.

Quanto à escolha do Montijo para abrir o restaurante, confessa que a primeira escolha era Alcochete, mas por motivos familiares ficou “perto de casa”.

Para saber mais visite a página da Ti Teresa no Facebook.

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