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Rua Ivone Silva: do teatro de revista à televisão com humor

Uma reconhecida atriz e encenadora portuguesa, Ivone Silva ficou conhecida pelo seu trabalho humorístico na televisão e em teatro de revista.

Maria Ivone da Silva Nunes – mais conhecida por apenas Ivone Silva – nasceu a 24 de abril de 1936 em Ferreira do Zêzere. Filha de José António da Silva e Ermelinda Rosa Nunes Dias, conhecida por ser 15ª neta de Duarte Galvão, cronista e diplomata português da altura. O seu pai, também ele ator de cinema mudo, foi uma grande referência na formação e educação de Ivone Silva.

Desde cedo que teve contacto com as artes cénicas, acompanhando o seu pai nas peças que o ator interpretava, tendo feito parte de alguns filmes como O Ladrão da Luva Branca e O Zé do Telhado. Talvez por esta razão, Ivone Silva e sua irmã se tenham enraizado, desde crianças, no mundo do teatro. Pertencente a uma longa família, composta por 13 irmãos, também a sua irmã, Linda Silva, ficou imensamente reconhecida a nível nacional.

Aos 10 anos, após a morte do seu pai, ingressou num colégio até terminar a escolaridade obrigatória. No entanto, o seu trajeto profissional foi um tanto agitado. Aos 13 anos, iniciou o seu trabalho enquanto costureira e, posteriormente, enquanto empregada de comércio. Porém, não sentia nenhuma vocação no trabalho que exercia e aos 16 anos, na década de 50, emigra para Paris.

Em terras francesas, trabalhou cerca de dez anos, até regressar a Portugal em 1963. Seguindo a vocação natural que tinha e que fora passada como herança familiar, Ivone Silva ingressa no teatro de revista, como “discípula” de José Miguel, um empresário teatral conhecido. Foi nesse mesmo ano que Ivone Silva se estreou nos palcos do Teatro ABC, com a peça Vamos à festa. Posteriormente, ganhou grande reconhecimento com a sua estreia em Gente Nova em Biquini.

Por este motivo, Ivone Silva foi premiada em 1966 com o Prémio de Imprensa na categoria de Melhor Atriz de Teatro Ligeiro e, neste mesmo ano, o Prémio Estevão Amarante, repartido com o seu colega José Viana.

O seu momento mais marcante encontra-se estreitamente ligado à figura ímpar e excecional de outro grande humorista português, Camilo de Oliveira, que se juntou para dar vida à dupla Ai Agostinho, Ai Agostinha, na série televisiva Sabadabadu, emitido pela RTP1 em 1981.

Porém, a sua grande fama levou Ivone Silva a pisar palco em diversos Teatros portugueses como, por exemplo, o Teatro ABC, Teatro Variedades, Teatro Maria Vitória e o Teatro Aberto.

Na sua vasta carreira enquanto atriz destacam-se, entre muitos outros trabalhos,  Lábios Pintados (1963), Ai Venham Vê-las (1964), Ó Zé Aperta o Cinto (1971), Pronto a Despir (1972), Uma no Cravo, Outra na Ditadura (1974), Para trás Mija a Burra (1975), O Bombo da Festa (1976), Feliz Natal, Avozinha e Oração (1979), Não Há Nada Para Ninguém (1981) e, por último, Não Batam Mais no Zezinho (1985).

Também no cinema, Ivone de Silva teve um destaque importante com a sua participação em O Destino Marca a Hora (1969) e A Maluquinha de Arroios (1970), ambos de Henrique Campos, A Feira (1978), de César de Oliveira e Ivone Faz Tudo (1979) e Ponto e Vírgula (1984).

Veio a falecer em Lisboa a 20 de novembro de 1987 devido ao agravamento da sua condição resultante de um cancro da mama. Tinha apenas 51 anos.

Hoje, permanece homenageada por muitas cidades, tendo o seu nome como toponímia de diversas ruas. Deixamos aqui um sketch interpretado pela atriz.

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